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Harmonia com a natureza PDF Imprimir E-mail
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Artigos on line - Artigos
Qua, 14 de Fevereiro de 2007 16:40

O trabalho de um médium é estudar sempre e se aprimorar para que possa servir à Luz. Os ensinamentos deixados por Allan Kardec, André Luiz, Ramatís e muitos outros autores iluminados, do lado de cá ou de lá, são norteadores do caminho a ser percorrido nesse processo evolutivo. Mas e quanto ao animismo, as capacidades do próprio espírito e seus poderes de autocura com base no amor consciente?

Muitos espíritas dedicados, às vezes nem se abrem à mais nova possibilidade de conhecer ou interagir melhor consigo mesmo, seja em projeção astral (o desdobramento), seja na manipulação energética de seus próprios chacras ou na emanação de luz e amor para a humanidade. Mas um médium, seja ele da que Religião for, nunca pode se esquecer que para servir melhor aos propósitos Divinos, deve evoluir pessoalmente, tratando-se, transformando-se, atuando na própria cura da alma. Muitos vão dizer, "mas que cura, não tenho doença alguma!". É bom lembrar que os desequilíbrios humanos, o ego e a cabeça fechada aos novos conhecimentos demonstra falta de cuidados com a própria alma. Além dos cuidados com o corpo físico, todo ser humano tem responsabilidades sobre suas emoções e pensamentos e sobre os reflexos e condicionamentos que possa causar a si mesmo.

Como médium consciente das minhas capacidades anímicas, trago a experiência de equilíbrio e cura, através dos recursos da natureza. Além dos óleos aromáticos, dos temperos naturais equilibradores, destaco os banhos de ervas.

Para que servem os banhos?

Muitos pensam que os banhos de ervas são exclusividade dos umbandistas e que por isso mesmo, devem ser somente banhos ritualísticos.

É importante compreender, cientificamente, para que servem os banhos de ervas e como é possível sua utilização sem qualquer vínculo religioso.

No livro Nosso Lar é André Luís quem relata sobre o tratamento com fluidos vegetais, em socorro ao espírito Ernesto, obsediado e adoentado, como mostra no capítulo 50 (veja box).

A energia das plantas (também conhecida como fitoenergética) pode causar uma verdadeira combinação química, elétrica e biorgânica em nosso ser, atuando sobre nossos campos debilitados e suas correspondências diversas.

Com ela, é possível vitalizar o físico, emocional, mental e espiritual, através da nossa aura e dos chacras (centros de força) e também pela química absorvida pela corrente sangüínea.

Estou destacando o uso do banho de ervas, não só porque trabalho e uso dessa terapêutica no meu dia-a-dia, mas porque vejo a presente má-informação e preconceito sobre o uso dos banhos. Se bem utilizado – e isso não tem nada a ver com a religião da pessoa – as plantas podem trabalhar energeticamente sobre aqueles desequilíbrios pessoais que tornam-se nossos pontos de assédios, cotidianamente.

Por exemplo, é comum nos tornarmos extremamente críticos em relação à humanidade. Mas quais são os pontos que mostram isso em nós mesmos? Uma fadiga mental, a ansiedade, uma incerteza constante, as angústias, a fragilidade e o medo, que sem querer parecem se enfatizar e várias outras coisas, minam nossos objetivos espirituais, nossa auto-estima e, conseqüentemente, nossa saúde.

Como espiritualistas, sabemos o que nos causam esse fatores comuns à maturação e ao crescimento pessoal. Mas por que não utilizamos os recursos de auxílio à cura fornecidos pela própria natureza?

É o preconceito que nos denuncia e empata a evolução. Não devemos ficar dependentes de nada, mas precisamos ser mais responsáveis sobre a nossa própria cura e evolução.

O ser humano não é solitário ou único nesse imenso universo. A evolução vegetal é co-criadora e está quintessênciada aos elementos naturais e aos processos de transformação também. Existe, de fato, a evolução mineral, vegetal, animal, hominal... Estamos todos juntos, cada um em seu grau evolutivo, e por que não podemos nos ajudar? O homem integrado à natureza, de forma responsável e consciente é nosso próximo passo.

O médium espírita precisa e pode se cuidar, curando e ampliando suas capacidades anímicas e se interligando a outros seres, como demonstra o espírito André Luiz em vários livros de sua autoria.

O banho de ervas, até como tratamento, não é de religião alguma, é da própria natureza. Se na Umbanda o utilizam, é porque os próprios espíritos desencarnados que se apresentam como pretos-velhos, caboclos, crianças etc, conhecem esses princípios e os utilizam largamente. Seus princípios iniciáticos estão relacionados a eles, mas não pode ser esse o motivo da não utilização correta e digna da energia vegetal também pelos espíritas.

Uso milenar

Medicinas como a Ayurvédica (hindu), a chinesa, a tibetana, o xamanismo, a medicina alopática e a homeopatia fazem uso desses recursos naturais há tempos. O uso correto e ético opera verdadeiros "milagres da natureza".

É chegado o tempo de não haver mais esses tipos de preconceitos que geram guerrilhas religiosas e discriminação. Como se vê num trabalho de cura de bom nível, no plano espiritual todos trabalham juntos com o que tem de melhor.

Podemos usar a energia da natureza como auxílio no tratamento de depressões, insônia, ansiedade, angústia e uma série de doenças crônicas.

Com bom senso e é claro, com o acompanhamento médico necessário, tratando o espírito e o corpo (já que as doenças se propagam do perispírito para o corpo físico), nós todos podemos crescer como médiuns e espíritos mais conscientes, e por isso mesmo, mais abertos e livres.

Afinal, como diria um espírito amigo da humanidade, precisamos ser amor e conhecimento em evolução.

A arte de defumar

No dicionário, defumar significa "queima, esp. sobre brasas, de ervas, resinas e raízes aromáticas (alecrim, benjoim, alfazema etc.) para perfumar ambientes; 2.1 essa mesma queima usada para espantar malefícios e atrair boa sorte".

O que o dicionário não diz é que a Ciência está em se utilizar dos princípios ativos das plantas e de suas correlações energéticas para transformar padrões e registros densos em sutis, alterando toda a vibração do ar e da energia do ambiente. O fogo também tem seu aspecto eólico que fica impregnado pelos vegetais colocados sobre a brasa.

Esse conhecimento é muito antigo e até hoje é utilizado pela Igreja, pelos umbandistas, rosa-cruzes, taoístas, tibetanos etc. Na Grécia Antiga, os sacerdotes tinha predileção pelas folhas de louro e no Antigo Egito pela artemísia, entre outras. As ervas utilizadas ordenam as novas energias.

No Brasil, uma das composições mais constantes é a de cravo, louro, benjoim, alfazema, alecrim, guiné e incenso.

O poder das ervas, segundo o espírito André Luiz - do livro Nosso Lar

"Comecei o trabalho procurando esclarecer os espíritos perturbados que se mantinham ligados ao doente. Mas tinha muita dificuldade, pois estava muito abatido. Lembrei o quanto seria bom ter a colaboração de Narcisa e tentei. Concentrei-me em profunda oração a Deus e, nas vibrações da prece, me dirigi a ela pedindo socorro. Contei-lhe, em pensamento, o que estava acontecendo comigo, informando minhas intenções de ajudar, e insisti para que não deixasse de me socorrer.

Foi então que aconteceu o que eu não esperava. Depois de 20 minutos, mais ou menos, quando eu ainda não havia terminado minha prece, alguém me tocou de leve no ombro. Era Narcisa, que me atendia sorrindo:

- Ouvi seu apelo, meu amigo, e vim ao seu encontro. Fiquei muito
feliz. A mensageira do bem olhou o quadro, compreendeu a gravidade da situação e disse:

- Não temos tempo a perder. Antes de qualquer coisa, aplicou passes de alívio ao doente, isolando-o das formas escuras, que se afastaram imediatamente.

Em seguida, me chamou decidida:

- Vamos à natureza.

Acompanhei-a sem vacilar e ela, notando meu espanto, disse:

- Não é só o homem que emite e recebe fluidos. As forças naturais
fazem o mesmo, nos vários reinos em que se subdividem. Para o caso do nosso doente, precisamos das árvores. Elas vão nos ajudar com eficiência.

Admirado com a nova lição, segui com ela em silêncio.

Quando chegamos a um local onde havia árvores enormes, Narcisa chamou alguém, com palavras que não pude entender. Logo em seguida, oito entidades espirituais atendiam ao chamado. Muito surpreso, vi Narcisa perguntar onde poderia encontrar mangueiras e eucaliptos. De posse da informação dos amigos, que eram totalmente estranhos para mim, a enfermeira explicou:

- Estes irmãos que nos atenderam são trabalhadores do reino vegetal.

E, diante da minha surpresa, concluiu:

- Como você vê, não existe nada inútil na casa de Deus. Em toda parte há quem ensine, se houver quem precise aprender. E onde surge uma dificuldade, surge também a solução. O único infeliz na obra divina é o espírito irresponsável que se condenou às trevas da maldade.

Em alguns minutos, Narcisa preparou certa substância com as
emanações do eucalipto e da mangueira e, durante toda a noite,
aplicamos aquele remédio ao doente, pela respiração comum e pelos poros.

Ele melhorou muito. Pela manhã, logo cedo, o médico afirmou,
muito surpreso:

- Ele teve uma reação incrível esta noite! Um verdadeiro milagre da natureza."


Artigo publicado na edição 41 da Revista Cristã de Espiritismo.

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